quarta-feira, 1 de abril de 2009

Eu não Tenho Jeito

Eu acabo de adquirir mais um livro, estou com 7 na fila de espera para serem lidos e acabo de comprar mais um. Comprei o Elza, a Garota, deve ser interessante. O Ateu Virtuoso ainda está (ainda tem acento?) me tomando tempo, mas eu não estou com pressa, prefiro terminar de ler com um entendimento próximo do completo do livro. Mas não vejo a hora de ler os outros livros da fila.

A Vitrola de Platão

A primeira vez que eu vi esse termo, que dá nome ao blog, foi no livro de José Miguel Wisnik, O Som e o Sentido, era um dos subtítulos do capítulo que trata do universo modal da música. A metáfora, que não sei se foi cunhada pelo próprio Wisnik, serve para nos explicar o modelo cosmológico de Platão. Este, por sua vez enxergava o cosmo como uma órbita circular perfeita, onde os planetas giram, seu movimento era regido por tres entidades gregas posicionadas de forma que uma delas faria o papel da agulha da vitrola, a medida que os planetas girassem eles produziriam um som. É daí que surgiu a ideia da existência da "música das esferas", pode ser que exista isso, uma vez que qualquer movimento é gerador de som, alguns podem não ser audíveis, tanto por serem de baixa quanto de alta frequencia. tanto que se fala nos meios acadêmicos de hoje que a música não precisa nem ter som, basta ter o movimento. Ainda não cheguei a uma conclusão sobre essa ideia, até porque, a intenção desse texto não é abordar a viabilidade disso poder ou não ocorrer.
Minha intenção aqui era mostrar de onde eu tirei o nome do blog, estou aguardando sugestões e comentários, se alguem souber de alguma publicação onde A Vitrola de Platão tenha sido usada ante de Wisnik fique a vontade.. Não quero ser a dona da verdade, quero apenas dividir algumas ideias e aprender alguma coisa com quem gosta de conhecer as coisas. Sejam bem vindos a este espaço.