Tenho acompanhado alguns artigos que atacam os ateus mais determinados. Aqueles que clamam em seus livros o desprezo por todas religiões, posso até não concordar com alguns argumentos, mas creio ser necessário discutir o assunto a fim de se evitar alguns paradoxos. O Primeiro Paradoxo trata da questão do pregador, já vi muitas comparações entre o discurso militante e as pregações religiosas, mas ao mesmo tempo, como é possível ficar quieto quando do outro lado chegam ataques, discursos impregnados de falácia e outras coisas do gênero?
Mesmo que alguns cientistas respeitados não queiram participar de uma discussão acalorada sobre a existência de Deus não significa, segundo minha humilde opinião, que outros cientistas não possam fazer disso um tema a ser discutido e provocado. acho que estamos num momento bastante oportuno para isso. Chegamos ao séc.XXI, espera-se das pessoas de nossa época um discernimento razoável para avaliar a plausibilidade de ambos os discursos.
OSegundo Paradoxo que não é exatamente um paradoxo, mas seria um problema de ponto focal. Não penso que seja legítima a oposição da ciência com a religião, acho que só podemos opor coisas que são legitimamente opostas e simétricas, tipo Crença X Não-Crença, Religiosidade X Laicidade, Ciência X Senso-Comum, logo podemos concluir que a discussão deveria girar em torno de outros pressupostos. O que a ciência pretende modificar no mundo? Qual é o seu verdadeiro papel? Quanto a primeira questão acredito que essa mudança seria a elucidação do funcionamento do mundo e o consequente aperfeiçoamento deste. Seu papel é dialogar com os fatos e fenômenos e trazer algum sentido lógico a existência deles, Nos mostrar o que eles significam. Por essas e outras questões que o cientista deve ter um pensamento livre de preconceitos, pois se os tiver, é possível que o tratamento dos dados sejam prejudicados.
Quanto aos fenômenos da crença e da não-crença não vejo uma solução para isso. Apesar de eu achar que a questão deve sim ser provocada, afinal temos vários exemplos do mal que a cegueira intelectual é capaz de causar ao mundo e às pessoas.