A primeira vez que eu vi esse termo, que dá nome ao blog, foi no livro de José Miguel Wisnik, O Som e o Sentido, era um dos subtítulos do capítulo que trata do universo modal da música. A metáfora, que não sei se foi cunhada pelo próprio Wisnik, serve para nos explicar o modelo cosmológico de Platão. Este, por sua vez enxergava o cosmo como uma órbita circular perfeita, onde os planetas giram, seu movimento era regido por tres entidades gregas posicionadas de forma que uma delas faria o papel da agulha da vitrola, a medida que os planetas girassem eles produziriam um som. É daí que surgiu a ideia da existência da "música das esferas", pode ser que exista isso, uma vez que qualquer movimento é gerador de som, alguns podem não ser audíveis, tanto por serem de baixa quanto de alta frequencia. tanto que se fala nos meios acadêmicos de hoje que a música não precisa nem ter som, basta ter o movimento. Ainda não cheguei a uma conclusão sobre essa ideia, até porque, a intenção desse texto não é abordar a viabilidade disso poder ou não ocorrer.
Minha intenção aqui era mostrar de onde eu tirei o nome do blog, estou aguardando sugestões e comentários, se alguem souber de alguma publicação onde A Vitrola de Platão tenha sido usada ante de Wisnik fique a vontade.. Não quero ser a dona da verdade, quero apenas dividir algumas ideias e aprender alguma coisa com quem gosta de conhecer as coisas. Sejam bem vindos a este espaço.
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